quarta-feira, agosto 31, 2005

De regresso

Bem, parece que devo um pedido de desculpas a todos vós que por aí andam e me lêem...e, em especial, aos meus "colegas" da círculo-narrativa (desculpem ter-vos deixado pendurados, amiguitos...).
Agora, só me resta compensar-vos, para me redimir e para continuar a merecer a vossa visita...vou ter de me esmerar!!! :)

segunda-feira, julho 25, 2005

Terras da Costa

Sentada na rocha
de olhos no mar
Menina-Sem-Nome
não sabe chorar.

Queimada do sol
corpo franzinho
ignora o passado

ignora o destino.

Vivia na rocha
tal como uma lapa
e somente tinha
uma velha capa.

Vivia sozinha
de noite e de dia
até que um velho
lhe fez companhia.

Era um velho sábio
das coisas do mundo
e pela natureza
tinha amor profundo.

Menina-Sem-Nome
o velho cobriu
com a sua capa
quando ele partiu...

"_Parto - disse o velho -
- mas a capa fica,
tu pensas que é pobre
mas é capa rica."

Menina-Sem-Nome
mulher se tornou
e gente mesquinha
bruxa lhe chamou.

Queimar as bruxas
impunha a lei
- então ela foi
presença do rei.

O rei logo viu
a sua inocência,
mandou-a embora
com ar de clemência.

E quando morreu

velha sem esperança
deixou ao tal rei
a sua herança.

A capa velhinha
com ouro e dinheiro
que lhe deixara
o seu companheiro.

Só tal descobriu

à hora da morte
morria assim rica
a pobre sem sorte.

Mais conta a lenda
que de "capa rica"
nasceu outro nome
nasceu "Caparica".

Água vai

Se gostam de passar um friozinho de rachar e deixar que a maresia e o cheiro a engodo se vos entranhem nos ossos e na roupa só para trazerem uma boga e um saco de plástico do Feira Nova para casa às 3 da manhã, então hão-de gostar de dar uma olhadela por aqui...


Já agora, aproveitem e dêem também uma vista de olhos pelo abaixo-assinado em anexo.

As sogras

São o terror de qualquer nora...

Mas...
...bolas!, eu gosto da minha!!!

Serei um ser estranho?... lol

Fibro quê?

É impressão minha ou a Saúde portuguesa está cada vez mais doente?

Lá mais para o Verão

Cenas dos próximos capítulos só depois de trabalhar para o bronze!!!

segunda-feira, julho 18, 2005

Efeitos dos 21%

Se já era hábito português piratear tudo o que apanhava, agora, e com os célebres 21% de contribuição ao nosso queridíssimo e estimado Estado (de sítio!), é vê-los a sacar tralhas do e-mule e a comprar o belo do CD e do DVD em tudo o que é feira, festa e romaria! :)

É uma alegria!!!

Se conseguirem aguentar o choque...

...vejam bem a melhor série de todos os tempos!...ou não...

Quase digno de um Beverly Hills 90210 à portuguesa...ou também não...

E eu pergunto-me: como é possível que um director de programas aprove uma coisa destas?...será pelas audiências?...
Bolas!!!, párem de insultar a inteligência dos adolescentes portugueses!!!

terça-feira, julho 12, 2005

Sem radar

A pedido de várias famílias resolvi postar uma informaçãozinha: os jovens do vídeoclip chamam-se LS Jack e andam aqui Sem Radar.

segunda-feira, julho 11, 2005

Ó Roque...

...já encontraste o post fujão? ;)

Nós e os números

É do conhecimento público que o portuga não se dá muito bem com os números...mas aposto que ninguém imaginou que a coisa fosse tão precoce.

Não, não estou de férias, por muito que a ideia me agrade!

Não estou, mas confesso que gostava de estar. Ando mesmo é com um gravíssimo ataque de uma coisa terrível, chamada preguicite aguda, que me tolhe os movimentos e me retarda as ideias (não que elas fossem grande coisa, claro!, mas agradecia que não se pusessem com piadas...ok? lol).
A verdade é que a farmacologia ainda não me conseguiu resolver o problema. Posto isto, aceitam-se sugestões.
Obrigadinha!!! :)

quinta-feira, junho 30, 2005

Cap.XVI - Hannah

Podem ler o Cap.I em As Sombras e o Cap.XV em WavingWords.


Ao ver Hannah, Júlia correu para ela e logo lhe caiu nos braços.
_Há séculos que não a via, Hannah...seja benvinda!
Pedro não conseguiu entender como aquelas duas mulheres poderiam ter uma relação tão próxima, mas nem se atreveu a comentar nem a fazer perguntas...tudo aquilo o confundia cada vez mais, e Júlia não era, de todo, a mulher mais fácil de compreender. Logo por ele, que toda a vida tinha sido um desastre a entender as mulheres! E logo havia de lhe aparecer uma mulher complicada como Júlia! Era muito azar junto! Por isso, resolveu agir com a maior naturalidade que a situação lhe permitiu. Sorriu e esperou que o tio fizesse as apresentações.
Após uma rápida apresentação e os cumprimentos habituais, o Professor encaminhou-os para o alpendre, para que todos pudessem sentar-se confortavelmente nas poltronas de verga e disfrutar do fresco do entardecer e daquele mágico pôr do sol nas montanhas enquanto conversavam.
Hannah, para grande espanto de Pedro, falava fluentemente Português. Só a muito custo conseguiu perceber que a amiga do tio era casada com um português, a quem a Espiral havia dado sumisso há mais de 20 anos, sem que nunca ninguém o tivesse conseguido encontrar.
_Disse que nos trazia novidades, Hannah?... - perguntou Carvalho já a demonstrar alguma impaciência.
_Tenha calma, Intendente...cada coisa a seu tempo! - respondeu Hannah com uma calma pouco natural para aquela situação.
Mas Hannah estava, de facto, muito calma. O que contrastava cada vez mais com as pernas de Pedro, que tremiam como varas verdes.
Foi então que Hannah pôs um tom mais sério. O sorriso calmo apagou-se-lhe do rosto rosado. Os seus grandes olhos azuis carregaram-se, olhou os seus companheiros um por um como se os trespassasse e lhes lesse a alma. E foi então que começou:
_Lembram-se do afilhado do meu marido? O Aniceto? Pois bem...o miúdo cresceu...agora é polícia. Há dias contou-me, quase em jeito de brincadeira, que achava que o inspector Tinoco andava a pular a cerca. Na altura não liguei. Achei que era brincadeira de rapazola. Mas depois de falar consigo, Professor...bem, a verdade é que fiquei inquieta. Encontrei-me com o Aniceto e pedi-lhe pormenores daquilo que tinha comentado comigo. E ele contou-me que o tinha ouvido ao telefone com uma mulher...e que não era a dele! Perguntei-lhe do que falavam...ele só se recordava de uma conversa algo estranha mas melosa e que, como não tinha interesse, nem tinha prestado muita atenção. Então perguntei-lhe se ele conseguia descobrir o número dessa "suposta" mulher...e ele descobriu. E sabem em nome de quem está esse número registado?
O mais completo silêncio invadiu o alpendre. Apenas o chilrear dos pássaros e o vento nas árvores se fazia ouvir na imensidão aconchegante do entardecer. O pôr do sol raiava o céu de vermelho e laranja e fazia brilhar os olhos de água de Hannah. Fez uma pausa e quebrou o silêncio.
_Margarida Henriqueta Pires. Este nome diz-lhes alguma coisa?
_Sim, claro - apressou-se Pedro a responder - é a minha vizinha do talho.
_O nome do bilhete de avião... - acrescentou o Professor para que não houvessem dúvidas.
_Mas... - Júlia estava incrédula - ...deixe-me ver se estou a entender onde quer chegar...acha que o Inspector e a Margarida do talho, para além de se terem embrulhado à revelia dos cônjuges, terão alguma coisa a haver com a Espiral e que não estão a ser vítimas como nós pensávamos?...


Continuem a seguir o desenrolar da história com o Cap.XVII em Comufo.

sexta-feira, junho 24, 2005

Já merecia um fim-de-semana!!!

Depois de longos meses de árduo trabalho (vá lá, não se riam...é verdade mesmo!!!), eis que chega o merecido descanso......ou não...
Bem, vemo-nos segunda-feira! :)