quarta-feira, agosto 31, 2005
De regresso
Publicada por
LúciaGrande
à(s)
1:03 a.m.
|
segunda-feira, julho 25, 2005
Terras da Costa
Sentada na rocha
de olhos no mar
Menina-Sem-Nome
não sabe chorar.
corpo franzinho
ignora o passado
ignora o destino.
Vivia na rocha
tal como uma lapa
e somente tinha
uma velha capa.
Vivia sozinha
de noite e de dia
até que um velho
lhe fez companhia.
Era um velho sábio
das coisas do mundo
e pela natureza
tinha amor profundo.
Menina-Sem-Nome
o velho cobriu
com a sua capa
quando ele partiu...
"_Parto - disse o velho -
- mas a capa fica,
tu pensas que é pobre
mas é capa rica."
Menina-Sem-Nome
mulher se tornou
e gente mesquinha
bruxa lhe chamou.
Queimar as bruxas
impunha a lei
- então ela foi
presença do rei.
O rei logo viu
a sua inocência,
mandou-a embora
com ar de clemência.
E quando morreu
velha sem esperança
deixou ao tal rei
a sua herança.
A capa velhinha
com ouro e dinheiro
que lhe deixara
o seu companheiro.
Só tal descobriu
à hora da morte
morria assim rica
a pobre sem sorte.
Mais conta a lenda
que de "capa rica"
nasceu outro nome
nasceu "Caparica".
Publicada por
LúciaGrande
à(s)
11:09 p.m.
|
Água vai
Publicada por
LúciaGrande
à(s)
10:50 p.m.
|
As sogras
São o terror de qualquer nora...
Mas...
...bolas!, eu gosto da minha!!!
Serei um ser estranho?... lol
Publicada por
LúciaGrande
à(s)
10:44 p.m.
|
Fibro quê?
É impressão minha ou a Saúde portuguesa está cada vez mais doente?
Publicada por
LúciaGrande
à(s)
10:02 p.m.
|
Lá mais para o Verão
Cenas dos próximos capítulos só depois de trabalhar para o bronze!!!
Publicada por
LúciaGrande
à(s)
9:51 p.m.
|
segunda-feira, julho 18, 2005
Efeitos dos 21%
É uma alegria!!!
Publicada por
LúciaGrande
à(s)
11:40 p.m.
|
Se conseguirem aguentar o choque...
Publicada por
LúciaGrande
à(s)
5:47 p.m.
|
terça-feira, julho 12, 2005
segunda-feira, julho 11, 2005
Nós e os números
É do conhecimento público que o portuga não se dá muito bem com os números...mas aposto que ninguém imaginou que a coisa fosse tão precoce.
Publicada por
LúciaGrande
à(s)
10:43 p.m.
|
Não, não estou de férias, por muito que a ideia me agrade!
A verdade é que a farmacologia ainda não me conseguiu resolver o problema. Posto isto, aceitam-se sugestões.
Obrigadinha!!! :)
Publicada por
LúciaGrande
à(s)
7:29 p.m.
|
quinta-feira, junho 30, 2005
Cap.XVI - Hannah
_Há séculos que não a via, Hannah...seja benvinda!
Pedro não conseguiu entender como aquelas duas mulheres poderiam ter uma relação tão próxima, mas nem se atreveu a comentar nem a fazer perguntas...tudo aquilo o confundia cada vez mais, e Júlia não era, de todo, a mulher mais fácil de compreender. Logo por ele, que toda a vida tinha sido um desastre a entender as mulheres! E logo havia de lhe aparecer uma mulher complicada como Júlia! Era muito azar junto! Por isso, resolveu agir com a maior naturalidade que a situação lhe permitiu. Sorriu e esperou que o tio fizesse as apresentações.
Após uma rápida apresentação e os cumprimentos habituais, o Professor encaminhou-os para o alpendre, para que todos pudessem sentar-se confortavelmente nas poltronas de verga e disfrutar do fresco do entardecer e daquele mágico pôr do sol nas montanhas enquanto conversavam.
Hannah, para grande espanto de Pedro, falava fluentemente Português. Só a muito custo conseguiu perceber que a amiga do tio era casada com um português, a quem a Espiral havia dado sumisso há mais de 20 anos, sem que nunca ninguém o tivesse conseguido encontrar.
_Disse que nos trazia novidades, Hannah?... - perguntou Carvalho já a demonstrar alguma impaciência.
_Tenha calma, Intendente...cada coisa a seu tempo! - respondeu Hannah com uma calma pouco natural para aquela situação.
Mas Hannah estava, de facto, muito calma. O que contrastava cada vez mais com as pernas de Pedro, que tremiam como varas verdes.
Foi então que Hannah pôs um tom mais sério. O sorriso calmo apagou-se-lhe do rosto rosado. Os seus grandes olhos azuis carregaram-se, olhou os seus companheiros um por um como se os trespassasse e lhes lesse a alma. E foi então que começou:
_Lembram-se do afilhado do meu marido? O Aniceto? Pois bem...o miúdo cresceu...agora é polícia. Há dias contou-me, quase em jeito de brincadeira, que achava que o inspector Tinoco andava a pular a cerca. Na altura não liguei. Achei que era brincadeira de rapazola. Mas depois de falar consigo, Professor...bem, a verdade é que fiquei inquieta. Encontrei-me com o Aniceto e pedi-lhe pormenores daquilo que tinha comentado comigo. E ele contou-me que o tinha ouvido ao telefone com uma mulher...e que não era a dele! Perguntei-lhe do que falavam...ele só se recordava de uma conversa algo estranha mas melosa e que, como não tinha interesse, nem tinha prestado muita atenção. Então perguntei-lhe se ele conseguia descobrir o número dessa "suposta" mulher...e ele descobriu. E sabem em nome de quem está esse número registado?
O mais completo silêncio invadiu o alpendre. Apenas o chilrear dos pássaros e o vento nas árvores se fazia ouvir na imensidão aconchegante do entardecer. O pôr do sol raiava o céu de vermelho e laranja e fazia brilhar os olhos de água de Hannah. Fez uma pausa e quebrou o silêncio.
_Margarida Henriqueta Pires. Este nome diz-lhes alguma coisa?
_Sim, claro - apressou-se Pedro a responder - é a minha vizinha do talho.
_O nome do bilhete de avião... - acrescentou o Professor para que não houvessem dúvidas.
_Mas... - Júlia estava incrédula - ...deixe-me ver se estou a entender onde quer chegar...acha que o Inspector e a Margarida do talho, para além de se terem embrulhado à revelia dos cônjuges, terão alguma coisa a haver com a Espiral e que não estão a ser vítimas como nós pensávamos?...
Publicada por
LúciaGrande
à(s)
8:10 p.m.
|
sexta-feira, junho 24, 2005
Já merecia um fim-de-semana!!!
Publicada por
LúciaGrande
à(s)
1:58 a.m.
|
sábado, junho 18, 2005
Os ícones de Portugal (parte VI)
...talvez, quem sabe, o termo cromo seja mais adequado! :)))
Publicada por
LúciaGrande
à(s)
12:26 a.m.
|















